Fomos contactados pelos Psycho Wolf. É um projecto de origem peruana. Ouvindo-se as faixas que estão disponiveis no myspace, trata-se de puro Thrash Metal. Da velha guarda, à antiga. Há aqui Sepultura dos primordios. Uma voz gritada e suportada por guitarra. Além de sugerimos a audição destas faixas, vamos tentar saber mais sobre este projecto. Fica aí o link: www.myspace.com/psychowolfthrash
Posted by Hugo Guerreiro on Quarta-feira, Dezembro 02, 2009 at 22:41 | Permalink
Dia 5 de Dezembro. Sugestão DaemonivM, concerto de VS777, Waste Disposal Machine, Kronos e Espelho Mau. A realizar-se no Side B, e para mais informações, consultem o myspace dos Kronos. Em www.myspace.com/kronosrock
Material da Herage Warfare Productions. Trata-se da cassete de Front Beast,"Wicked Wings of Wartjalka” . Disponível no nosso país por 5€ e Expect nothing but true Black Heavy Fucking Metal of Death!, em seis faixas.
Alteração de line.up nos Artworx. A banda esteve em audições durante o mês de Novembro e a vaga de guitarrista vai ser ocupada por João Silva (In Thy Flesh). A banda dá contas de novidades a breve prazo, bem como novas datas.
No passado dia 29 estivemos na Casa de Lafões. Motivo, a tour dos Before the Torn, que reunia Blacksunrise e All amotions Day. Não vamos fazer qualquer reportagem, o nosso intuito ab initio ao irmos lá não era esse. De todo. Fomos para recuperar alguns dos decibeis que nos têm faltado nos últimos tempos. Depois para tomar o pulso ao underground lisboeta.
Daí que tenhamos achado muita piada (sentido positivo do termo) ao espaço. Repetimos não estamos aqui para elogiar os All Emotions Day, que descomnheciamos mas que nos apanharam de forma positiva, muito por culpa de uma optima prestação vocal (bom vocalista mas já não tão interessante enquanto frontman) mas que instrumentalmente nos soaram muito a Black Dahlia Murder, ou para assistir ao regresso dos Blacksunrise, que não benificiaram de um som tão bom quanto merecido. Nem para falar da grande actuação dos Beforre the Torn, daquelas que valem o preço do bilhete.
Escrevemos para falar da boa ideia de uma matiné, num local como aquele. Aliás chegámos até bem cedo (o concerto começou uma hora depois do previsto), e aí sim tudo está igual. O atraso caracteristico do que é nacional. Mas isso foi superado pela gentileza do espaço e porque o público compareceu, aderiu e gostou.
Não se trata de um local de grandes dimensões, nem era isso que se esperava mas é bem simpático para matinés, uma ideia que nos parece muito bem conseguida. Escrevemos para que estejam atentos aos eventos da Casa de Lafões. Comprovem.
Posted by Hugo Guerreiro on Terça-feira, Dezembro 01, 2009 at 15:49 | Permalink
Foi o disco do mês no DaemonivM. O regresso dos Autumnblaze, através de "Perdition Diaries". Pode não ser um grande disco, daqueles que figurará nas listas dos melhores do ano corrente. Estamos seguros que assim será. Cairá no esquecimento de muitos ou nem sequer será ouvido por outros.
Nós somos a contra-parte. Desde logo porque é um disco que marca o regresso de um grupo, em formato duo. Depois porque assume um caríz mais rude do que "Mute boy, sad girl", bem como mantém o lado rock, um rock negro que já caracteriza a banda.
"Perdition Diaries" tem também (como os antecessores já demonstravam) um lado Katatonia assente. Também Paradise Lost ou Anathema são para aqui chamados mas sublinhamos Katatonia. A diferença está no lado mais agressivo e crú que os Autumnblaze praticam, bem como não têm medo nenhum em escrever letras na lingua materna. Por isso e pela...música que praticam sugesrimos a audição dos Autumnblaze e "Perdition Diaries".
"The triumph of ruin" é o EP dos Stigma Sphere, editado recentemente e que tem ocupado uma boa parte das nossas audições nos últimos tempos. Sete temas Death Metal, com um acostela bem melódica, por que não dizer Thrash mercê de uma distorção das guitarras que nos aponta nesse sentido.
Além de que há um groove bastante acentuado em cada faixa da banda da Bairrada. Raramente se perdem em melodias inconsequentes, numa captação tirada dos Covil Estúdios, com Hugo Pereira aos comandos. Aqui ou ali há detalhes que poderiam estar mais perfeitos. Falamos das vozes (e falamos no plural porque Bruno Costa partilha funções com João Conceição e João Conceição). Sentimos falta de uma algo mais crú, menos mecanizado talvez.
Depois os solos poderiam estar mais altos, mais audíveis em consequência. Isto porque se o groove e a melodia que falámos lá atrás são qualidades a não desperdiçar pelos Stigma Sphere, porque não elevá-los ainda mais?
Mas a maior das verdades a dizer aqui é que "The triumph of ruin" ultrapassa aquilo que a sua criação obrigára: mostra uma banda, revela as qualidades, revelas os defeitos, e acima de tudo abre caminho para um próximo trabalho mais profissional, com outras condições de estúdio também.
"Os SuffocHate estão neste momento à procura de uma agência de management!Devido a falta de tempo para se dedicar a 100% à marcação de concertos,a banda encontra-se à procura de uma ajudinha para esse efeito.
Pedimos desde já a colaboração de alguma agência de management interessada para nos ajudar a agendar uma pequena tour que temos em mente realizar no mês de fevereiro/março."
Segunda proposta dod Haven Denied, a primeira que tomamos contacto palpável. Trata-se de um colectivo formado em 1999, que edita com "Symbiosys" a segunda proposta da sua carreira. Trata-se de onze temas para serem ouvidos e digeridos convenientemente.
Isto porque a persistência da banda isso merece, e o som a isso obriga. Thrash Metal musculado, um termo que é quase uma redundância mas que se aplica ao caso. Isto porque instrumentalmente a banda é muito profissional, devendo mesmo aumentar o elogio, considerendo-os do melhor que temos ouvido, dentro do ramo.
Bem nas guitarradas, nos solos proporcionais às músicas, a banda consegue identificar-se e identificar o seu som. Não tão competente nos pareceu a voz. Pouco estimulante, algures entre o cantado e o ligeiramente rouco, não encontrámos a energia que o estilo (e a instrumentalização demonstrada) mereciam.
Depois a banda (e bem) adorna o seu conceito com a presença de teclas, a cargo Miguel R., que acumula as guitarras e também as teclas podiam ter mais protagonismo. Exemplo disso a quarta faixa, "Nowhere", completamente orelhuda e em que as teclas se ouvem...muito de mansinho.
Inteligente o recurso a um instrumental, todo ele preenchido pela guitarra, a quinta faixa, "Eremita", seguindo-se o ritmo baixo em "Conquer your rights", tema igualmente merecedor de nota positiva da nossa parte, até pelo consumo se elevar a meio da música e onde se volta a sentir alguma falta de força vocal.
Também a capa poderia ter outra qualidade. Não de edição porque estamos perante um trabalho completamente profissional, mas na escolha da mesma, cores e afins.
Com uma produção interessante, os Heaven Denied conseguem ter uma base para um terceiro disco verdadeiramente interessante. Isto porque ao nível melódico, a banda está já num bom patamar, menos bem na parte mais agressiva que o seu Thrash exige. Acreditamos que aí estarão ao mesmo nível de outras propostas do género, casos de Cycles.
A partir da próxima semana, a antologia Brinca Comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos estará disponível nas livrarias. Trata-se de um livro de contos escritos por David Soares, João Barreiros, João Ventura e Luís Filipe Silva (Escritório, 2009).
Aí estáo novo disco dos nacionals Solid. Chama-se "I wish everyday was sunday", sugestivo e apelativo título que vê a luz do dia com o selo Hellxis Records. É um registo conceptual, que versa sobre um triangulo amoroso, duas mulheres e um homem e que mereceu a captação de João Brandão, nos Estúdios Sá da Bandeira, com masterização a cabo de Alan Douches nos Weste West Studios, nos E.U.A.
Depois de um longa duração e um split, os franceses Angmar regressam às lides com uma segunda proposta em maior formato. É um pouco inevitável compararmos as três propostas que a alemã Ketzer nos facultou.
Três propostas Black Metal mas todas diferentes entre si. Não que o género seja adepto de radicalidades, talvez não seja mesmo maso caríz mais bélico dos Horncrowned, o lado mais crú/ríspido dos nacionais Lux Ferre apenas encontram pontos de contacto, sem que se toquem muito.
Isto porque estes franceses identificam-se com praticantes de Post Black Metal. Sinal de uma inovação no estiloi, que se sente e que se ouve. Há uma intensidade e uma negritude que assume outros contornos, sem que a banda perca a identidade. Com isto queremos dizer que os Angmar visitam várias paisagens. De um som ambiental rapidamente passam para a velocidade de execução do Black Metal.
Daí que seja meio desnecessário o "aviso" que o trio faz no press release que acompanha o promocional: isto é mesmo BM. O termo post, expressão um tanto ou quanto criticada por alguns mas que se refere a uma tendência evolutiva, diferente e que sem descaracterizar o género engloba outros, no caso dos Angmar centra-se, normalmente, por uma faceta mais melódica, acústica também, no início das faixas. São disso exemplo o tema título e que dá início ao disco ou a terceira faixa, "Perdition". Daí em diante a banda descarrega a dose usual e habitual de negritude
Mas aqui sentem-se mais os instrumentos, os elementos. O que é importante e assim é porque...o som não fica descaracterizado. Uma banda e um disco que conhecemos e que tomámos em boa conta.
Novos sons nos vão mostrando os Heavenwood, pelos meios normalmente usados para o efeito. Foi esse o motivo maior e principal da troca de palavras/ideias com Ricardo Dias, guitarrista da banda nortenha, que de pronto acedeu a responder a esta entrevista.
P - Nada melhor do que uma definição na primeira pessoa. "The arcadia order" é o nome do novo tema. Definam.me o mesmo..
A Nova Arcádia, por assim dizer, foi no passado um local muito importante para os poetas portuguesas, remonto á época da poetisa Marquesa de Alorna ou D.Leonor de Lencastre que terá um papel e fundamental para este novo album dos HEAVENWOOD em termos de inspiração por poucos mas muitos bons motivos. No caso da " The Arcadia Order ", os seus poemas eram recitados por Bocage e assinado po Alcipe, pseudónimo utilizado pela mesma uma vez que na época a mulher tinha um papel secundário na sociedade quanto mais nas artes. Este tema em formato de avanço da nossa pre-produção foi-nos solicitado pelos fans de HEAVENWOOD e imprensa espalhados pelo mundo fora. O facto de estarem todos extremamente curiosos com esta nossa " aventura " e " desafio " ao colaborar com o orquestrador russo DOMINIC G JOUTSEN de Moscovo acaba por ser muito estimulante. Resta.me dizer que o tema " The Arcadia Order " é uma das faces deste próximo novo album que será concerteza superior aos nossos 3 últimos discos.
P - Há elementos que ajudam a defini-lo. Orquestrações. Voz mais rude. Guitarras mais poderosas. Não sei se concordam com os elementos que citei mas até se poderá falar numa onda mais aproximada de "Diva", versão 2010. Concordam?
Sim, no aspecto Orquestral, Melódico, Melancólico, Emotivo...mais alma..mais " calor " nas palavras...queremos deixar os velhos e novos fans com " pele de galinha " nos braços quando escutarem este novo album..nem imaginam o trabalho que tem dado, horas...horas e horas de composição, métricas, traduções, orquestrações, mete-aqui e tira-ali, apaga, assim e assado..estamos a dar o máximo que existe dentro de nós da mesma forma que solicito ao DOMINIC em termos de Orquestrações. Tem existido um empatia fenomenal ao conseguirmos " linkar " dois universos tão extremos e criar este nosso novo rebento!
P - "Redemption" foi então essencial para chegar a este patamar construtivo e evolutivo?
Muito, muito mesmo! Os fans irão entender, compreender e então " Emocionológicamente " chegar a nós.
P - E podemos entender esta nova música como uma nova direcção?
Cada música de HEAVENWOOD é um novo caminho, cada album é recriado consoante o nosso estado de espirito o que interessa é manter a essência, a personalidade e coluna-vertical musical
P - E mais temas, novo disco. O que podem falar sobre isso
Tivemos justamente hoje a terminar de misturar nos ESTUDIOS 213 do Bruno Silva a " Fading Sun ", ficamos todos muito satisfeitos com o resultado final..tema forte, coeso, mid-tempo, dramático e épico..Heavenwood não ? Temas prontos temos " Morning Glory Clouds ", " September Blood " , " A Poem for Mathilde " , " Leonor " , " Sudden Scards " , " Like Yesterday " , " Goddess Presiding Over Solitude "
P - Agora que o disco anterior já tem alguma distância, têm a noção da sua exposição lá fora e de como os Heavenwood ainda eram lembrados?
Sim, já tinhamos um pequena noção sendo que essa mesma foi um forte motivo para trabalharmos e lançarmos o " Redemption ", sem sombra de dúvida que o " DIVA " e " SWALLOW " foram importantes na cena metal internacional e isso é um motivo de orgulho enorme para nós e para os portugueses.
P - O próximo disco será também editado pela Recital?
Essa questão compete ao nosso management que concerteza irá optar pelo melhor para os HEAVENWOOD e para as editoras interessadas neste próximo album.
P - Novos concertos, alguma coisa que queiras acrescentar a esta entrevista, sente-te livre para isso
Não deixem de visitar o Myspace oficial dos HEAVENWOOD em www.myspace.com/heavenwood aproveitando para ver o nosso mais recente videoclip " 13th Moon " do album " Redemption " bem como ter acesso a todas as novidades referentes aos HEAVENWOOD!
Um forte abraço musical a todos os Fans dos HEAVENWOOD bem como ao Daemonivm!
Segunda proposta da germânica Ketzer Records, selo especializado em material Black Metal, a avaliar pela leitura do seu catálogo e das propostas que nos enviaram. Depois dos nacionais Lux Ferre, os Horncrowned surgem numa linha ligeiramente (ou talvez não) oposta.
É fácil diagnosticar o caríz bélico destas nove faixas que a banda nos imprime, adornada por uma vocalização gritada, tipicamente black e com uma restante instrumentalização forte. E quando dizemos forte referimo-nos a uma produção não tão suja/seca quanto poderiamos esperar.
É óbvio que aqui são raros os tempos em que podemos respirar, poucas são as alturas em que o ritmo baixa. Excepção feita, por exemplo, na introdução, "Outbreak of war", onde se ouvem uns tiros ao longe, marcação de território, ou não fosse a capa altamente sugestiva do que as nove faixas nos oferecem. Mas esse interregno demora 1m40 segundos. Como que de repente a banda acelera a execução, com as suas guitarras estridentes e a voz característica do Black Metal mais agressivo.
Mas este Black Metal Militarista chamemos-lhe assim, tem uma produção instrumental interessante, "abafada" por uma distorção natural neste género que chega a soar a catastrófico. Normal e interessante para os amantes do género, que tem recuperado seguidores nos tempos mais recentes.
Iniciamos aqui as audições, que serão três, ao material que a alemã Ketzer Records nos enviou. E fazêmo-lo da melhor maneira. O quarto registo de estúdio, segundo longa duração, e a oportunidade para conhecer um colectivo em relação ao qual apenas tinhamos ideias, apenas lhe conheciamos o curriculum.
E se sempre nos pareceu um colectivo que se vinha a sedimentar álbum após álbum, essa ideia ficou subscrita com a audição deste "Atrae Materiae Monumentum". Juntamente com um movimento tantas vezes colocado à margem (enquanto muitos defendem a sua auto-exclusão), mas que vai, paulatinamente, (re)ganhando adeptos.
E para isso contribui registos como este. Oito faixas. O contraponto à ideia de um estilo híbrido. Os Lux Ferre conseguem imprimir várias coisas sem que se perca a identidade (das faixas e do disco). Desde logo as letras em portugês em "O caminho", tema de abertura, acompanhado de uma vocalização e instrumentalização negras e arrastadas. Aqui não há lugar a uma execução rápida. Tudo muito lento.
Percurso inverso conheceu "Breu", a sexta faixa. Também em português mas já com os riffs e a rapidez conhecida do Black Metal. ALiás somos (e sempre fomos) a favor da introdução da nossa lingua em certos géneros. Este é um dos que melhor se aplica essa ideia. A mensagem passa com a mesma profundidade, quanto os temas cantados em inglês têm.
Depois antes da edição deste disco os Lux Ferre sentiram algumas entradas de line-up, com Pestilens a servir-se das guitarras e da composição das faixas, que, segundo a banda "permite explorar o lado negro do pensamento humano". Não é revolucionário mas é competente. Não se esperava que revolucionasse também mas a sua competência cativou-nos. Porque não os conheciamos a fundo.
A nossa parceiraRastilho vai para o palco. É o Rastilho Metal Night. Bandas do seu catálogo a actuar: Echidna, Switchtense e The Spietful. Dia 21 no Santiago Alquimista.
Editado a 23 de Outubro, "Anatomy of lies" é o resultado da força e da capacidade de composição dos My Eyes Inside, banda do Porto. Formados em 2005 vêm solidificando a sua sonoridade até estes oito temas. Temas que merecem ser dissecados e dissertados.
Desde logo pela abrangência muito elevada. Não se prendem a um estilo, não negam as suas referências. Partindo de uma base rock, quantas vezes stoner rock, deambulando para o metal, cortesia da boa prestação vocal de André Cordeiro.
Se muitas vezes procuramos lufada de ar fresco, os My Eyes Inside podem ser uma dessas opções. Não o são na perfeição, não são o cúmulo da originalidade, mas já denotam maturidade para receber uma boa critica. Com temas longos, "Road to the ground" tem pouco mais de sete minutos, outros temos com um lado emocional muito forte, como "Acceptance", ambos audiveis no myspace do grupo.
Aliás o stoner rock que a primeira faixa contém, é escondida com um lado mais rockeiro. rock puro. Por estes dias foi editado (ou vai ser, desculpem a imprecisão) o segundo disco dos Oblique Rain. Há aqui qualquer coisa deles também. Não na voz. Aí os My Eyes Inside encarnam outras ideias, e já que falamos em português, a forte voz de André Cordeiro lembra-me a de Pedro dos The Godiva.
Mas há temas mais compactos. Menos intimistas. "City of marigolds" é disso exemplo. Aqui a guitarra e a bateria domina. Amplo, competente e nada acidental, são adjectivos que podem e permitem caracterizar este disco dos My Eyes Inside.
COLABORA!
Envia para o endereço de correio electrónico informação e material multimédia sobre eventos que não se encontrem aqui figurados.
{demonium.blog@gmail.com}
O Autor | O Projecto:
Lembro me do meu primeiro disco. Paradise Lost, “Draconian Times”, comprado em 1996. Fez-me cair na rotina daqueles que ouvem música, este género em especial: achar que podia fazer mais qualquer coisa, além do que apenas ouvir. Escrever. Numa época em que as existiam bastantes fanzines, e que a par dos programas de rádio, marcavam imenso a divulgação de bandas underground, crei mais uma. Diabolicus Diluvium, com a ajuda do amigo Bruno Lemos. Os dotes informáticos eram pouco inferiores ao que são agora, muito curtos, daí termos elaborado um primeiro exemplar, apenas com duas folhas, e que seguia a linha de algumas que circulavam na altura. Nada de transcendente, bem pelo contrário, o mesmo se diga em relação à escrita. Primeira banda entrevistada, os Fatality, banda de Grindcore, e recordo perfeitamente a piada mais frequente na altura, de não divulgarmos a nossa idade, temendo que as bandas não respondessem às nossas cartas, o mesmo no gesto mais vulgar, o de enviar uma carta, que continha na saudação Hail!, e nós ficarmos sem saber o que queria dizer tal termo. A Diabolicus Diluvium acaba por durar cinco anos, erguendo-se num número de páginas muito bom, vinte e cinco, e onde foi editado uma compilação, “Transcending Plasma”, sendo importante destacar nessa fase Pedro Amaral, que passou a cuidar da parte gráfica.
Como todos também senti mudanças na minha vida, falo no plano pessoal. Importantes, em nada relativas, algumas delas já se denotam naquilo que hoje faço. A pausa. A inquietação por não escrever mais desde o fim da Diabolicus Diluvium e para fazer face a isso, a criação de uma newsletter de apenas uma página, que chegou a ter o seu número 0, sem nada de mítico, pois já não havia pedalada para lutar contra os avanços informáticos, que galoparam contra o tempo e contra tudo o que de mais tradicional/formal se fazia. Era inevitável. Dei lhe o nome Daemoniah.
Lembro-me de outra data, 2000. Comecei a colaborar num programa de rádio, com o orgulho que ainda tenho, ao mencionar esse facto. O Caixa de Pandora, que outrora se chamara Eutanásia, ou Cessar-fogo, e que hoje opera como Segredos da Lua, apresentado por Paulo Gonçalves, pretendia um espaço quinzenal, com três demos. Entre algum pavor, pelo facto de transpor vocalmente, aquilo que normalmente realizava por escrito, o convite tornava-se mais aliciante (leia-se perigoso) pelo facto de apresentar três novas maquetas todos os quinze dias. A rubrica chamava-se Esplendor do Kaos, durou quatro anos, traduzindo-se no projecto que mais orgulho, volto a frisar o termo, me deu, por mais importantes que a Diabolicus Diluvium ou o DaemonivM tenham sido/sejam. Surge o DaemonivM...
Fruto nas novas tendências e por mais que se diga (ou sinta) preferência pelo formato tradicional, em papel, assim como pela facilidade em constituir um blogue, surge o DaemonivM, anunciado na outra resenha como o passo seguinte (porque não dizê-lo final?). Antes porém, uma edição em formato papel, mais uma, com a denominação D:/moni1/, que depois iria ser transposta para o blogue, em conjunto com o Opuskulo. Ainda hoje me parece uma aposta interessante porque em apenas quatro páginas se contrapunha ideias e escrita. Durou apenas a edição de estreia.
Havia então que indagar sobre o que era um blogue, achar um endereço, que ainda hoje causa enganos. Procurou criar-se um link que usasse as iniciais do abecedário mas que acabasse por formar demonium. Daí o abcde e que origina algumas trocas de nome.
A história mais, já mais recente reporta-se a Outubro de 2005. Numa altura em que existiam um número elevado de espaços com o mesmo formato, com a mesma temática, havia que procurar diferenças. E nesse campo parece-me que o DaemonivM sai vitorioso. Desde as entrevistas realizadas todas as Segundas- feiras, os comentadores frequentes, passando pelo evento comemorativo do primeiro aniversário, e pela distribuição de bandas, onde o balanço é positivo, convém mencionar um aspecto fundamental: a regularidade.
Novo formato do espaço, actualizado de acordo com as necessidades de quem o visita e de quem o realiza, o agradecimento ao António Paulo Chaparro, pelas horas realizadas em torno do DaemonivM.